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Aracruz-ES, 12 de dezembro de 2007.

SINTEGRA – DIVISOR DE ÁGUAS - IRREVERSÍVEL

O avanço tecnológico provocado pela informática, principalmente em relação à grande rede de computadores (internet), tem facilitado em muito a vida das pessoas e das instituições, no que tange à agilidade das informações.

O investimento no capital humano das empresas é imprescindível para seu sucesso, pois, constitui seu maior patrimônio. Além do mais, as empresas tornam-se mais, ou menos competitivas também pelo investimento feito em automação dos seus processos. Processos esses que, para serem executados de forma eficaz, necessitam de pessoas qualificadas. Não adianta ter computadores de última geração se não tiver pessoas capacitadas e qualificadas para operá-los.

Não dá mais para brincar de ser empresário. A cada dia os Fiscos (Governos federal, estadual, municipal), que cobram tributos, aperfeiçoam as formas de controle e fiscalização das operações realizadas pelos contribuintes, principalmente utilizando a ferramenta da informática, que proporciona uma fiscalização automática e eficaz.

Além das diversas declarações que o contribuinte é obrigado a entregar eletronicamente, ressurge agora o SINTEGRA, que é uma forma de apresentação obrigatória desde 2003, de todo movimento dos contribuintes que utilizam Sistema Eletrônico de Processamento de Dados (ECF; notas fiscais; livros, etc.) à Secretaria de Estado da Fazenda.

O SINTEGRA ressurgiu como um divisor de águas, e todo esse processo é irreversível. O empresário que não se modernizar, não se qualificar, não qualificar seus funcionários, não se preocupar com a gestão do negócio de forma profissional, estará com certeza fadado ao insucesso.

A sonegação está cada dia mais difícil, e quem insistir nesta prática enfrentará sérios problemas com a fiscalização que está tratando-a como caso de polícia. Não dá mais para brincar de ser empresário, terá que ter competência para tal. Não dá mais para fazer de conta. Quem não se adequar sairá do mercado.

Já está aí a nota fiscal eletrônica e também a escrituração eletrônica que a partir de janeiro de 2008 passará a ser obrigatória para algumas empresas, e a partir de 2009 para a maioria. As microempresas terão também que se adequar porque a obrigatoriedade para elas é só uma questão de pouco tempo.

As reclamações e críticas de forma individuais não surtem efeitos. O empresariado tem que se organizar perante suas instituições de classe, terá que participar dos seus sindicatos, das associações, das federações, da comunidade onde está inserido, das instituições de ensino, para poder se fortalecer e cobrar do Governo a diminuição da carga tributária e consequentemente o retorno dos impostos em investimentos necessários ao bem comum da sociedade.

Dilson Evangelista Pereira
Contador

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